Desenvolvimento criança poliglota (3 idiomas) | De Mãe para Mãe

Desenvolvimento criança poliglota (3 idiomas)

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carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

Olá mamãs.
Venho partilhar convosco mais um tema, pois gosto sempre de ouvir várias opiniões e também receber feedback de quem possa já ter passado pelo mesmo ou conhecer algum caso. Não é nada de grave nem de preocupação extrema, mas algo que convém não descuidar porque pode vir a ser um problema a médio/longo prazo.
Vai ser longo....
Eu faço reuniões periódicas com a professora do Henrique desde o início, para acompanhar de perto o seu desenvolvimento. O Henrique não é um menino "comum" (mas não levemos esta designação para o negativo, muito menos para o coitadinho).
Resumidamente, somos portugueses e em 2015 decidimos sair de Portugal para ter uma experiência profissional internacional. Não foi por necessidade mas sim por vontade.
Em 2017 nasceu o Henrique em França onde viveu até aos 3,5 anos. Em que a sua língua materna era o Francês, a ama era francesa e ouvia francês por todo o lado. E começou a falar Francês.
Em casa sempre falamos só português com ele e, por iniciativa dele, começou muito cedo a ouvir/falar inglês através dos desenhos animados.
Não tinhamos nenhuma previsão nem ambição mas, em 2020, ou seja, há 1 ano e alguns meses, o Henrique "aterrou" em Espanha (moramos em Sevilha), e nunca na vida dele tinha falado Espanhol. Esporadicamente ouvia o pai a falar em casa nas reuniões, mas muito muito pouco. Portanto nunca esteve contacto com este idioma.
Durante alguns meses, ele teve na sua cabeça 4 idiomas diferentes 24horas por dia. Português, Inglês, Francês, Espanhol.
No ano lectivo passado, a nossa preocupação era que ele aprendesse o básico (e o máximo possível) de Espanhol para que ultrapassasse a barreira da comunicação/interação com os seus pares. Na escola e fora da escola. Para isso, a escola foi fundamental (estou eternamente grata à sua prof. de Espanhol porque é fantástica a todos os níveis), demos o tempo que ele precisou, no ritmo dele, acompanhando as rotinas das aulas, e isso foi ultrapassado com imenso sucesso.
O Henrique de sempre, hoje é um Espanholito (é de babar ouvi-lo falar Espanhol) super carinhoso, calmo, tranquilo, super educado, divertido, que desfruta de tudo durante o dia. Seja na escola ou fora da escola. Se dá super bem com os seus pares, seja na escola ou fora. Os amigos/vizinhos/miúdos procuram-no para brincar, ele procura os pares para brincar e tem uma enorme facilidade em socializar. É um miúdo que é "mel"!
E isto foi confirmado pela professora esta manhã.
É um miúdo que em imensa coisa está muito à frente dos seus colegas que são todos 100% Espanhóis. Vou estar aqui a babar coisas boas... mas vai ser necessário para compreender onde quero chegar.
Nos raciocínios matemáticos está acima dos colegas, é o melhor aluno a Inglês de todo o seu ano, sabe muito mais de números, cores e letras (tanto em PT, EN ou ES), é um miúdo super inteligente.
Ele está em contacto permanente com 3 idiomas, fala e compreende os 3, mas claro está.... não fala nenhum ainda perfeitamente. O que seria expectável também.
Vem então o ponto-chave onde quero chegar.... e vou tentar explicar de uma forma
Em Dezembro na 1a reunião de seguimento com a professora, eu partilhei que me preocupava a questão da atenção e compreensão mais complexa do Henrique, e a professora descartou. Era início de um novo ano, ele tinha evoluído um montão desde o ano passado e não era um preocupação.
Pois que esta semana ela me chamou, e partilhou a mesma "inquietude".
O Henrique ontem foi avaliado pela orientadora pedagógica do colégio e por uma terapeuta da fala e de facto confirmam e partilham a minha "preocupação/inquietude", o que lhe quisermos chamar.
Quando são perguntas/explicações curtas de assuntos mais básicos, ele responde sem problema, quando são assuntos do máximo interesse dele, ele está focado.
Mas quando as professoras estão a dar explicações mais extensas (entenda-se... adequadas para a idade deles....), sobre temas do dia-a-dia em que estão todos sentados a olhar para a professora, o Henrique simplesmente desconecta. Simplesmente perde totalmente a atenção e dispersa completamente.
Ele não perturba nada nem ninguém, ou seja, desliga completamente da aula e foca-se em outra coisa da sala, põe-se a olhar para todos os lados, para o ar, ou no limite deita-se no chão "a pensar na vida". Isto sem abrir a boca nem perturbar absolutamente ninguém.
E as professoras, por mais que tentem chamá-lo à terra, já se perdeu ali o fio à miada.
E aqui surgem as dúvidas... porque é que ele desconecta?
Será que é por desobediência e quer fazer o que lhe apetece?
Será que é pela contínua barreira linguística que é evidente ainda, e como se perde no meio de explicações e pedidos das professoras, então vira a cara e a atencão para outro lado?
Será que fisicamente pode haver alguma coisa que nos esteja a falhar? Audição, alguma coisa mental/cerebral que esteja a bloquear?
Este assunto ter sido puxado pelas professora "só agora" não é por acaso. É que passaram 4-5 meses desde o início das aulas, e esperava-se algum progresso para o nível seguinte da parte dele, mas parece que estagnou ali algures e está bloqueado. As professoras todos os santos dias tentam que ele se foque nas coisas, mas não está a funcionar, e claro que têm mais miúdos para dar atenção.
A orientadora também dizia que ao avaliá-lo lhe fazia perguntas básicas, esperando respostas básicas mas já com alguma extensão, e ele nada.
Por outro lado, em casa notamos um progresso nesse aspeto, ele que já tenta exprimir-se mais, mas sim.... ainda está ali encalhado em algumas coisas.... por exemplo (um exemplo geral..):
"Mãe, olha ali o meu coche nuevo, que foi o tio Z. que deu, y qui mi gusta mucho, pois é muito, muito , muito , muito, muito.... castanho!"
Nota-se que há ali uma dificuldade ainda em exprimir tudo o que quer.
Qual é a preocupação com isto tudo?
É que nao tarda chegamos aos 6 anos, à primária.... e este comportamento vai levar a que nao aprenda e aí sim, será um problema. Não irá acompanhar o programa.
O que combinámos com a professora e com a orientadora, foi para começar ir à pediatra com o relatório da avaliação na escola, para saber a opinião dela.
Ir à terapia da fala? Fazer exames físicos concretos? Audicão, neurologia, etc.
E no fim... com o cruzamento das opiniões da médica, escola, pais, definir algum plano de ajuda para ele, caso seja necessário.
Outra coisa a ter em conta:
Como sempre, estamos super calmos com o assunto. Isto não é nada de preocupante, mas é algo que deve ser analisado com antecedência para que num futuro que não é assim tão distante quanto isso, não venha a ser de facto um problema.
Por outro lado, todas estas mudanças nas vidas dos nossos filhos são feitas com super tranquilidade e fazemo-lo também porque os nossos miúdos vivem isso com alegria e calma. De qualquer modo, eu já avisei o marido que por agora, durante muitos e bons anos é para ficar por aqui.
Desculpem o testamento, mas acaba por ser um assunto grande.

soniamst -
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Desde 22 Dez 2016

Não vejo qualquer problema, sendo que o seu filho ainda nem sequer tem 5 anos e ainda terá cerca de 1 ano e meio até entrar na primária.

CSNCosta1 -
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Desde 03 Nov 2016

Parece a descrição do meu mais velho....Desliga. Ele fez dispiste auditivo e estava bem, às vezes gagueja mas está cada vez melhor, agora, com o relatório da professora está a fazer uma avaliação numa psicologa, (ele tem também a tendencia a piscar os olhos) A verdade é que eu passei pelo mesmo, pensavam que era surda, mas era é distraida e focava-me muito no que gostava e quando não gostava tanto, deslisgava... Vamos ver o que diz a psicologa mas acho que é normal, tem muito a ver com a idade e a linguagem ainda não acompanha bem o raciocionio.
Quando a ser Bilingue, tenho uma prima que vive em espanha, ela é portuguesa e o marido alemão, a filha mais velha (a mais nova tem poucos meses) fala estes 3 mais o ingles, sem problema, está no 2º ano e excelente aluna e aprendeu com muita facilidade, acho que só tem vantagens.

CSNCosta1 -
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Desde 03 Nov 2016

Agora é que reparei que os nossos mais velhos tem só uns dias de difereça Sorriso

guialmi -
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Desde 13 Jul 2013

Talvez o problema esteja em mesmo no facto de ter "aulas" e esperar-se concentração e respostas complexas numa fase de desenvolvimento em que isso não é suposto nem sequer desejável. A pré-escola é para desenvolver competências, através de atividades assentes sempre no lúdico e na manipulação de objetos, não para ter as crianças a ouvir professoras. Portanto, eu diria que não há nada de preocupante no comportamento do Henrique, ainda para mais se a mãe reconhece que ele está mais desenvolvido do que a média para a idade. O que pode ser desajustado é o modelo pedagógico da escola...

Sansa -
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Desde 18 Jan 2018

Carla, isso que descreves é muito similar ä situaçäo da minha filha. É super inteligente e pontua acima da média, mas tem dificuldades em expressar-se. Ainda andamos em avaliaçöes e portanto näo te posso dar resposta nenhuma. Recentemente foi pedido a uma psicóloga para dar o seu parecer. Após observaçäo em contexto de sala de aula, ela näo acha nada do outro mundo. Desvalorizou um pouco as minhas preocupaçöes porque quer primeiro fazer uma avaliaçäo cuidada. Notou que grande parte do tempo na escola impera o uso da linguagem, e sendo uma criança com dificuldades nesta área, obviamente que vai parecer ficar para trás, ou parecer desinteressada.
Por enquanto vamos entäo aguardar, mas quero muito despistar um possível transtorno da linguagem expressiva e THDA. No entanto, por agora vamos esperar. A pscicóloga considera mesmo que näo se pode exigir demasiado das crianças. Achou a minha filha extremamente feliz e sociável, e para já é o que importa.
Porém, vai existir um acompanhamento extra com uma terapeuta que tem parceria com a escola e que ajuda os miúdos em determinadas áreas. As professoras acreditam que a miúda pode beneficiar imenso dessa ajuda.
Por isso olha, as tuas dúvidas säo as minhas Sorriso

ClaraMiguel -
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Desde 03 Nov 2013

Eu acho que esse desconectar é sobretudo da idade. Sorriso Em casa temos uma miúda bilíngue (eu só falo português com ela em casa, a escola e os amigos são franceses). É normal que às vezes lhe falhe uma palavra ou outra quando está a explicar-se numa determinada língua e a troque por outra. Mas se no jardim-de-infância isto acontecia recorrentemente (até porque entrou a saber apenas falar português numa escola francesa), agora que está na primária já tem outro vocabulário e a professora nem tinha dado conta que ela era bilíngue até eu referir isso mesmo. Ele vai aprender mais vocabulário com os amigos, com os desenhos animados espanhóis, se lerem histórias em espanhol, e isso vai ajudar a que desenvolva melhor as suas explicações e que seja mais fácil seguir explicações mais extensas. Acho que até à primária ainda vai haver evolução, sobretudo porque a idade também será outra. Sorriso

MariaRS27 -
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Desde 07 Maio 2018

Boa tarde!
Também não vejo nada de preocupante no relato relativamente à idade. Acho que um miúdo com essas mudanças todas pode ter de facto alguma dificuldade, que o coloque um pouco numa variante do normal no ponto de vista da expressão. Mas isso no futuro dar lhe á competências que outros meninos, sem essas experiências todas, nao vao ter e que vai ser extremamente positivo.
Relativamente à atenção, descreve coisas acima que não fazem minimamente pensar em distúrbio da atenção, que geralmente é uma situação transversal e visível em diversos contextos. Por outro lado é muito cedo para pensar nesse diagnóstico numa criança tão bem integrada e em harmonia nos diversos contextos.
Também me parece que grande parte do que descreve, incluindo as preocupações da educadora, estão mais relacionadas com o método pedagógico. E acho naturalissimo uma criança de 4 anos não estar atenta a uma exposição mesmo que de algo simples. Aqui não me parece q seja habitual esse género de programa.
Acho que a terapia da fala poderá ajudar nessa questão da expressão, mas aguardaria tranquilamente pelos 5 anos, provavelmente só pensaria nisso no início do próximo ana letivo.

BRB -
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Desde 26 Abr 2021

Carla, antes de mais, parabéns pela sua postura que me parece ser muito calma e adequada.
Acho fantástico que tenham conseguido proporcionar essa possibilidade ao vosso filho, a de conhecer e ter contacto com outras culturas e línguas.
Não sou mãe ainda e sou relativamente jovem, mas de tudo o que tenho lido (tenho muito interesse em educar a minha filha como bilíngue) julgo ser normal algum “atraso” no desenvolvimento nestes casos.
Mas não creio que seja preocupante. Ou melhor, creio que os seus cuidados e cautelas serão os adequados ao assunto por ora.
Proporcione tudo ao seu filhote e verá que ele vai continuar a surpreendê-la Sorriso

Sara_R -
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Desde 02 Dez 2014

Boa tarde Carla
eu também cresci a ser poliglota (português/alemão), em casa falavam sempre português comigo mas a escola e o meio envolvente era tudo em alemão. Verdade seja dita que me deu um jeitaço em termos de emprego, pois cá em Portugal o alemão é muito solicitado, porque não é falado por muita gente. Portanto nesse aspeto acho que o teu filho só tem vantagens em falar essas línguas todas.
Em relação ao que descreves, confesso que até referires "É que não tarda chegamos aos 6 anos..." tive a sensação que o teu filho já estava na primária, só depois percebi que está no pré escolar e que nem tem 5 anos ainda. Sinceramente não vejo preocupação no que descreves, às vezes nem com 6 têm essa concentração toda quanto mais com 4. No entanto, acho que fazes bem em ser acompanhada pela escola/professoras, mas sinceramente não acho preocupante ou que se torne um problema no futuro. Dá tempo ao tempo!
Tudo de bom!

Ana Maria Costa1 -
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Desde 01 Fev 2019

Só me parece que se põe demasiada pressão nas crianças hoje em dia, o menino só tem 4 anos, relaxe!

Desde 26 Out 2019

Tendo o seu filho ainda 4 anos ... Acho normal, que ainda não tenha adquirido total concentração e que não consiga ainda expressar-se a 100%...
Contudo , não perde nada em falar com a pediatra para ter uma opinião de 1 pediatria e escola.

fmmartins -
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Desde 14 Dez 2016

Eu penso que poderá estar relacionado com a barreira linguística mas à medida que adquire vocabulário conseguirá acompanhar explicações mais complexas. Pode ser o motivo para ele desconectar.
Há também crianças com um desenvolvimento assíncrono (a minha tem, claramente).
Fazem bem em ir estando atentos e ir vendo com o pediatra/escola. Um psicólogo também pode ajudar.

Ana1416 (não verificado)

Ana Maria Costa1 escreveu:
Só me parece que se põe demasiada pressão nas crianças hoje em dia, o menino só tem 4 anos, relaxe!

Eu ia dizer o mesmo..
Se com 4 anos já estamos a falar que é o melhor da turma a inglês, que sabe os números que é bom a matemática..o que fará quando andar no ciclo.
Eu achei que a pré era para preparar para a escola.
Com 4 anos espera se é que brinquem..
Acho mesmo muita pressão para uma criança de 4 anos

fmmartins -
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Desde 14 Dez 2016

O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Ana Maria Costa1 -
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Desde 01 Fev 2019

fmmartins escreveu:
O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

Agradeço a todas as vossas respostas.
De facto no final, sao todas muito pertinentes e tudo junto ajuda muito a reflectir.
Quero referir algumas coisas.
Quando ele chegou à escola com 3 anos, já sabia/falava inglês. Já era o melhor há um ano.
Já sabia as cores e os números.
O mais interessante? Nunca ninguém lhe ensinou nada.
Eu nao tenho tempo para ensinar o meu filho. É triste, mas simplemente nao tenho. Nem sei bem como vou fazer quando ele trouxer trabalhos de casa.
Ele aprende nas brincadeiras. Aprende muito a ouvir e a ver.
Uma das coisas que eu já disse várias vezes à professora, é que nao tenho interesse nenhum que ele saiba ler/escrever antes dos 6.
Nao tenho ambiçao nenhuma (mas nenhuma mesmo) que ele seja o melhor. Quando eu refiro isso, é para ter alguns pontos positivos para mostrar e contrastar com o "problema" que possa ter em paralelo, neste caso na forma de se exprimir. Ou seja, claramente ele tem uma barreira para falar, para se explicar, de vocabulario, mas é "só" isso.
Em paralelo é inteligente (como uma criança normal). E aprende com facilidade.
Nao se preocupem que se há coisa que o meu filho nao tem, é pressao.
Mas tambem como devem imaginar, eles nao passam os dias inteiros "a solta" a fazer o que querem. Claro que têm momentos em que estao "em aula", a ouvir e a aprender. É assim em qualquer escola publica ou privada.
Se há coisa que eu avalio todos os santos dias nos meus dois filhos, é a tranquilidade e nivel de stress que têm quando chegam a casa.
E felizmente nao tenho razao nenhuma de queixa.
Estou muito contente com a escola deles, mas tambem nao pensem que acho o supra sumo das escolas! É uma escola!

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

Ana Maria Costa1 escreveu:

fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Nao percebo por onde concluiu que esta escola é "militar". Até porque eu nunca falei do plano pedagogico que estao a dar.
O que aconteceu sim, foi que há 1,5 ano quando eu andava a procura de escola, encontrei uma outra que sim, me foi apresentada como militar. E eu descartei de imediato.
Porque nesta onde eles estao, preocupam-se sim com o desenvolvimento da sua personalidade, mais do que academicamente.

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

fmmartins escreveu:
O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Eu tambem fiquei chocada ao inicio.
Mas é preciso analizar de perto e diariamente para se perceber como os miudos sao ensinados.
Eu nao faço ideia como é o ensino publico, nem em PT nem em ES.
Mas na escola onde estao os meus, eles aprendem a brincar.
A brincar!
Por exemplo, no primeiro trimestre, a Gabriela aprendeu o numero um.
E como?
As professoras colocam no chao um papel enorme com um 1 desenhado. E assim o vao apresentando.
Eles andam por cima, por baixo, pelos lados, deitam-se em cima daquilo, e estao tranquilos, estao a brincar, mas ao mesmo tempo estao a ser apresentados ao numero 1.
Eu nao vejo nada de pressao nisto. Até acho que é saber muito bem aproveitar as caracteristicas e capacidades, sem dramas.

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

fmmartins escreveu:
Eu penso que poderá estar relacionado com a barreira linguística mas à medida que adquire vocabulário conseguirá acompanhar explicações mais complexas. Pode ser o motivo para ele desconectar.
Há também crianças com um desenvolvimento assíncrono (a minha tem, claramente).
Fazem bem em ir estando atentos e ir vendo com o pediatra/escola. Um psicólogo também pode ajudar.

Vamos seguindo pouco a pouco. primeiro vou falar com a pediatra e depois vemos o que fazer.
Obrigada

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

Sansa escreveu:
Carla, isso que descreves é muito similar ä situaçäo da minha filha. É super inteligente e pontua acima da média, mas tem dificuldades em expressar-se. Ainda andamos em avaliaçöes e portanto näo te posso dar resposta nenhuma. Recentemente foi pedido a uma psicóloga para dar o seu parecer. Após observaçäo em contexto de sala de aula, ela näo acha nada do outro mundo. Desvalorizou um pouco as minhas preocupaçöes porque quer primeiro fazer uma avaliaçäo cuidada. Notou que grande parte do tempo na escola impera o uso da linguagem, e sendo uma criança com dificuldades nesta área, obviamente que vai parecer ficar para trás, ou parecer desinteressada.
Por enquanto vamos entäo aguardar, mas quero muito despistar um possível transtorno da linguagem expressiva e THDA. No entanto, por agora vamos esperar. A pscicóloga considera mesmo que näo se pode exigir demasiado das crianças. Achou a minha filha extremamente feliz e sociável, e para já é o que importa.
Porém, vai existir um acompanhamento extra com uma terapeuta que tem parceria com a escola e que ajuda os miúdos em determinadas áreas. As professoras acreditam que a miúda pode beneficiar imenso dessa ajuda.
Por isso olha, as tuas dúvidas säo as minhas

É sempre bom ter mais alguém para ir comparando (no bom sentido!) e tirando duvidas e ideias! Sorriso

fmmartins -
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Desde 14 Dez 2016

Ana Maria Costa1 escreveu:

fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Mas o que é que eu posso fazer em relação a isso? Vou mudar de escola? Ela adora a educadora.
Eu não estou lá mas creio que a senhora não obrigue as crianças mais pequenas. Possivelmente está a dar aos mais velhos e outros vão de arrasto e se é assim eu não vejo mal. Faz-me alguma confusão mas fazer o quê? Meter umas palas na miúda? São salas mistas dos 3 aos aos 6...

carlabrito -
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Desde 30 Maio 2017

fmmartins escreveu:

Ana Maria Costa1 escreveu:
fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Mas o que é que eu posso fazer em relação a isso? Vou mudar de escola? Ela adora a educadora.
Eu não estou lá mas creio que a senhora não obrigue as crianças mais pequenas. Possivelmente está a dar aos mais velhos e outros vão de arrasto e se é assim eu não vejo mal. Faz-me alguma confusão mas fazer o quê? Meter umas palas na miúda? São salas mistas dos 3 aos aos 6...

Salas mistas dos 3 aos 6???
Mas isso ainda existe?
Qual a razão de ser assim? E a professora consegue dar conta do recado? Porque as necessidades são tão distintas nessa faixa etária...

MariaRS27 -
Offline
Desde 07 Maio 2018

Na escola (privada) do meu filho há uma sala mista, conheço vários privados que têm, e ha mts correntes que defendem vantagens pq permite às crianças agruparem se por nível de desenvolvimento e nao por idade, algo que muitas vezes não é correspondente. Além disso mais novos conviverem c mais velhos puxa por eles e com os mais velhos tb se desenvolvem outras capacidades, promove mt a cooperação. Não é assim tão óbvio q se deva separar por idades para a pedagogia. As educadoras têm q se adequar claro, mas é possível.

Ana Maria Costa1 -
Offline
Desde 01 Fev 2019

carlabrito escreveu:

fmmartins escreveu:
Ana Maria Costa1 escreveu:
fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Mas o que é que eu posso fazer em relação a isso? Vou mudar de escola? Ela adora a educadora.
Eu não estou lá mas creio que a senhora não obrigue as crianças mais pequenas. Possivelmente está a dar aos mais velhos e outros vão de arrasto e se é assim eu não vejo mal. Faz-me alguma confusão mas fazer o quê? Meter umas palas na miúda? São salas mistas dos 3 aos aos 6...

Salas mistas dos 3 aos 6???
Mas isso ainda existe?
Qual a razão de ser assim? E a professora consegue dar conta do recado? Porque as necessidades são tão distintas nessa faixa etária...


Peço desculpa Carla tinha ideia que tinha escolhido a escola mais militar.... e sim as salas mistas são cada vez mais comuns.

carlabrito -
Offline
Desde 30 Maio 2017

Ok.
Eu desconhecia totalmente.
Mas como já disse nao tenho muito conhecimento de como funciona o sistema, seja no publico seja no privado.
Mas até que faz sentido o que disse a MariaRS27.

Sansa -
Online
Desde 18 Jan 2018

MariaRS27 escreveu:
Na escola (privada) do meu filho há uma sala mista, conheço vários privados que têm, e ha mts correntes que defendem vantagens pq permite às crianças agruparem se por nível de desenvolvimento e nao por idade, algo que muitas vezes não é correspondente. Além disso mais novos conviverem c mais velhos puxa por eles e com os mais velhos tb se desenvolvem outras capacidades, promove mt a cooperação. Não é assim tão óbvio q se deva separar por idades para a pedagogia. As educadoras têm q se adequar claro, mas é possível.

Aqui na Holanda a escola primária inicia-se aos 4 anos. Na primeira segunda feira do mës a seguir a fazerem 4 anos entram na escola. As crianças dos 4 aos 6 também frequentam uma sala mista. Säo os grupos 1 e 2. Passam para o grupo 3 no início do ano lectivo. O que significa que na mesma sala convivem crianças de 4, 5 e 6 anos, e claramente que existem vantagens. As crianças mais curiosas beneficiam muito por terem oportunidade de fazer certas actividades destinadas äs mais velhas.

Sansa -
Online
Desde 18 Jan 2018

carlabrito escreveu:

Sansa escreveu:Carla, isso que descreves é muito similar ä situaçäo da minha filha. É super inteligente e pontua acima da média, mas tem dificuldades em expressar-se. Ainda andamos em avaliaçöes e portanto näo te posso dar resposta nenhuma. Recentemente foi pedido a uma psicóloga para dar o seu parecer. Após observaçäo em contexto de sala de aula, ela näo acha nada do outro mundo. Desvalorizou um pouco as minhas preocupaçöes porque quer primeiro fazer uma avaliaçäo cuidada. Notou que grande parte do tempo na escola impera o uso da linguagem, e sendo uma criança com dificuldades nesta área, obviamente que vai parecer ficar para trás, ou parecer desinteressada.
Por enquanto vamos entäo aguardar, mas quero muito despistar um possível transtorno da linguagem expressiva e THDA. No entanto, por agora vamos esperar. A pscicóloga considera mesmo que näo se pode exigir demasiado das crianças. Achou a minha filha extremamente feliz e sociável, e para já é o que importa.
Porém, vai existir um acompanhamento extra com uma terapeuta que tem parceria com a escola e que ajuda os miúdos em determinadas áreas. As professoras acreditam que a miúda pode beneficiar imenso dessa ajuda.
Por isso olha, as tuas dúvidas säo as minhas

É sempre bom ter mais alguém para ir comparando (no bom sentido!) e tirando duvidas e ideias!


Aqui também está activamente exposta a 3 línguas, o holandËs, o inglës e o portuguës. Mas vocës tëm a vantagem de falarem ambos portuguës, e esta acaba por ser a língua "principal" ou pelo menos tem uma grande exposiçäo.
O pai da minha filha é Holandës, logo a língua principal da miúda é o holandës, uma vez que um dos pais é nativo e é a língua do país. Depois vem o inglës, que é a língua que falamos cá em casa, e que me ouve falar com os vizinhos e amigos expat. Vou insistindo no portuguës, mas fala muito pouco. Percebe bem o que lhe digo, tenta ir dizendo algumas coisas, mas prefere falar as outras duas.

carlabrito -
Offline
Desde 30 Maio 2017

Sansa escreveu:

carlabrito escreveu:
Sansa escreveu:Carla, isso que descreves é muito similar ä situaçäo da minha filha. É super inteligente e pontua acima da média, mas tem dificuldades em expressar-se. Ainda andamos em avaliaçöes e portanto näo te posso dar resposta nenhuma. Recentemente foi pedido a uma psicóloga para dar o seu parecer. Após observaçäo em contexto de sala de aula, ela näo acha nada do outro mundo. Desvalorizou um pouco as minhas preocupaçöes porque quer primeiro fazer uma avaliaçäo cuidada. Notou que grande parte do tempo na escola impera o uso da linguagem, e sendo uma criança com dificuldades nesta área, obviamente que vai parecer ficar para trás, ou parecer desinteressada.
Por enquanto vamos entäo aguardar, mas quero muito despistar um possível transtorno da linguagem expressiva e THDA. No entanto, por agora vamos esperar. A pscicóloga considera mesmo que näo se pode exigir demasiado das crianças. Achou a minha filha extremamente feliz e sociável, e para já é o que importa.
Porém, vai existir um acompanhamento extra com uma terapeuta que tem parceria com a escola e que ajuda os miúdos em determinadas áreas. As professoras acreditam que a miúda pode beneficiar imenso dessa ajuda.
Por isso olha, as tuas dúvidas säo as minhas

É sempre bom ter mais alguém para ir comparando (no bom sentido!) e tirando duvidas e ideias!

Aqui também está activamente exposta a 3 línguas, o holandËs, o inglës e o portuguës. Mas vocës tëm a vantagem de falarem ambos portuguës, e esta acaba por ser a língua "principal" ou pelo menos tem uma grande exposiçäo.
O pai da minha filha é Holandës, logo a língua principal da miúda é o holandës, uma vez que um dos pais é nativo e é a língua do país. Depois vem o inglës, que é a língua que falamos cá em casa, e que me ouve falar com os vizinhos e amigos expat. Vou insistindo no portuguës, mas fala muito pouco. Percebe bem o que lhe digo, tenta ir dizendo algumas coisas, mas prefere falar as outras duas.

O Henrique progrediu um bomba no português porque sim, porque nós os dois com ele é só português. Porque praticamente todos os dias fala ao telemovel com familia... em portugues.
Desde que estamos em Sevilha vamos muito ao Alentejo que é já aqui ao lado e estamos com familia do lado do marido e com amigos, mas o grande progresso dele foi no verao passado, porque vamos sempre 2 meses para Portugal e eles vao para uma "escola de verao", que basicamente é uma escola privada onde desde 2020 aceitam os meus filhos nestes dois meses. E como vao todos os dias (tirando nos 10 dias que vamos de ferias para a praia). Ele adora (a Gabriela também) e permite-lhe ter um, "curso intensivo" de português.
Mas nós fazemos questao que eles saibam falar/compreender o português sem dificuldades. (sim.... com os dois a falarmos todos os dias é muito mais facil que no vosso caso)

carlabrito -
Offline
Desde 30 Maio 2017

Ana Maria Costa1 escreveu:

carlabrito escreveu:
fmmartins escreveu:
Ana Maria Costa1 escreveu:
fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Mas o que é que eu posso fazer em relação a isso? Vou mudar de escola? Ela adora a educadora.
Eu não estou lá mas creio que a senhora não obrigue as crianças mais pequenas. Possivelmente está a dar aos mais velhos e outros vão de arrasto e se é assim eu não vejo mal. Faz-me alguma confusão mas fazer o quê? Meter umas palas na miúda? São salas mistas dos 3 aos aos 6...

Salas mistas dos 3 aos 6???
Mas isso ainda existe?
Qual a razão de ser assim? E a professora consegue dar conta do recado? Porque as necessidades são tão distintas nessa faixa etária...

Peço desculpa Carla tinha ideia que tinha escolhido a escola mais militar.... e sim as salas mistas são cada vez mais comuns.

Não tem problema Beijinho

carlabrito -
Offline
Desde 30 Maio 2017

carlabrito escreveu:

Ana Maria Costa1 escreveu:
carlabrito escreveu:
fmmartins escreveu:
Ana Maria Costa1 escreveu:
fmmartins escreveu:O menino está em Espanha e num colégio, o programa deve ser diferente de cá. No entanto a minha filha está no Jardim de Infância público português cá da aldeia e a educadora já lhes ensinou a escrever algumas palavras, escreve o abecedário, números e faz alguns cálculos simples (mentalmente). Depende muito das educadoras também. Ao princípio também achei o escândalo...

Mas olhe que não é isso de todo que se espera do pré-escolar. Uma coisa é preparar para que no 1 ciclo possam aprender a ler e a escrever outra é que o façam no jardim de infância! Há tantas outras competências a adquirir lá, eu não gostaria do método dessa educadora.Também me lembro da Carla andar à procura de escola e ter achado aquela muito militarista, pois se calhar é mesmo!

Mas o que é que eu posso fazer em relação a isso? Vou mudar de escola? Ela adora a educadora.
Eu não estou lá mas creio que a senhora não obrigue as crianças mais pequenas. Possivelmente está a dar aos mais velhos e outros vão de arrasto e se é assim eu não vejo mal. Faz-me alguma confusão mas fazer o quê? Meter umas palas na miúda? São salas mistas dos 3 aos aos 6...

Salas mistas dos 3 aos 6???
Mas isso ainda existe?
Qual a razão de ser assim? E a professora consegue dar conta do recado? Porque as necessidades são tão distintas nessa faixa etária...

Peço desculpa Carla tinha ideia que tinha escolhido a escola mais militar.... e sim as salas mistas são cada vez mais comuns.

Não tem problema

Eu tremi quando nessa outra escola me disseram que o principal objetivo deles era a excelencia académica.
Nao me lembro onde esta o post que eu escrevi, mas está a vir-me à ideia uma lista de coisas que eles me disseram:
- quando chegam aos 6 ja sabem ler e escrever
- qd chegam aos 6 já sabem tocar pelo menos um instrumento entre flauta, violino e guitarra (acho)
- têm aulas de filosofia e historia de espanha (algo assim....)
E havia mais coisas.
Agora que penso eu fui como o Henrique..... nesta altura ja so estava em frente à pessoa que me estava a apresentar essa escola. Ja estava desconectada! Cair ao chão de tanto rir